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Participação do PIB não petrolífero: 55% PIB real de 2025 |Desemprego entre sauditas: 7,2% 4º trimestre de 2025 |Ativos sob gestão do PIF: ~US$ 0,91 trilhão Dados preliminares de 2025 |IED em relação ao PIB: 2,8% Dados mais recentes de 2025 |Participação feminina na força de trabalho: 33,9% Dados mais recentes de 2025 |Classificação de crédito: Aa3/A+/A+ Moody's/Fitch/S&P |Crescimento do PIB: 4,5% Resultado efetivo de 2025 |Peregrinos da Umrah: Mais de 18 milhões Peregrinos estrangeiros em 2025 |Participação do PIB não petrolífero: 55% PIB real de 2025 |Desemprego entre sauditas: 7,2% 4º trimestre de 2025 |Ativos sob gestão do PIF: ~US$ 0,91 trilhão Dados preliminares de 2025 |IED em relação ao PIB: 2,8% Dados mais recentes de 2025 |Participação feminina na força de trabalho: 33,9% Dados mais recentes de 2025 |Classificação de crédito: Aa3/A+/A+ Moody's/Fitch/S&P |Crescimento do PIB: 4,5% Resultado efetivo de 2025 |Peregrinos da Umrah: Mais de 18 milhões Peregrinos estrangeiros em 2025 |
Instituição

Comissão Real de AlUla

Perfil da Comissão Real de AlUla e de sua missão de desenvolver a região como destino mundial de patrimônio e turismo, com Hegra no centro da estratégia.

Visão geral

A Comissão Real de AlUla (RCU) é a instituição responsável pelos indicadores de patrimônio e turismo de AlUla: crescimento do número de visitantes, resultados de conservação, emprego local, sustentabilidade e execução de investimentos. Criada por decreto real em julho de 2017, a RCU tem o mandato de preservar e desenvolver a região de AlUla, no noroeste da Arábia Saudita, como destino mundial de patrimônio cultural, natureza e turismo sustentável.

A comissão atua como órgão independente e se reporta diretamente ao príncipe herdeiro, o que reflete a importância estratégica atribuída ao desenvolvimento de AlUla no contexto mais amplo da Visão 2030.

AlUla abriga alguns dos mais importantes patrimônios arqueológicos e naturais da Península Arábica, entre eles Hegra (a antiga Mada’in Salih), primeiro sítio da Arábia Saudita inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A paisagem singular da região — com formações de arenito, planaltos vulcânicos e vales de oásis — é habitada há milênios e produziu um registro arqueológico que abrange as civilizações dadanita, lihyanita e nabateia.

A região de AlUla

A região de AlUla cobre aproximadamente 22.561 quilômetros quadrados da província de Medina e reúne uma paisagem marcante de desertos, montanhas, cânions e agricultura em oásis. A população atual se concentra na cidade de AlUla, uma pequena comunidade que historicamente serviu como assentamento agrícola e ponto de passagem para peregrinos a caminho de Medina.

A importância da região decorre da combinação singular de patrimônio arqueológico, histórico e natural. Poucos lugares oferecem tamanha concentração de vestígios em um cenário natural tão expressivo. A história da ocupação humana — da arte rupestre pré-histórica aos antigos reinos de Dadan e Lihyan, passando pela civilização nabateia e pelo período islâmico — compõe uma narrativa de grande profundidade.

Hegra e o patrimônio arqueológico

Hegra, conhecida em árabe como Mada’in Salih, é a peça central do patrimônio arqueológico de AlUla. Essa antiga cidade nabateia, contraparte meridional de Petra, na Jordânia, reúne mais de cem tumbas monumentais escavadas em afloramentos de arenito, além de poços, canais de água, inscrições e outros vestígios de um assentamento urbano sofisticado que floresceu nos primeiros séculos antes e depois da era comum.

Hegra foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008, tornando-se o primeiro sítio da Arábia Saudita a receber essa designação. A inscrição reconheceu seu valor universal excepcional: é o maior sítio conservado da civilização nabateia ao sul de Petra e um exemplo notável das realizações arquitetônicas e da engenharia hidráulica nabateias.

Além de Hegra, a região de AlUla abriga muitos outros sítios arqueológicos importantes. Dadan, antiga capital dos reinos dadanita e lihyanita, tem tumbas escavadas, inscrições e vestígios escultóricos anteriores ao período nabateu. Jabal Ikmah, conhecido como a biblioteca a céu aberto da Arábia Saudita, reúne milhares de inscrições rupestres em diversas línguas antigas. A Cidade Antiga de AlUla, com suas construções de adobe densamente agrupadas e datadas do período islâmico, representa uma camada mais recente, mas igualmente valiosa, do patrimônio regional.

Estrutura de desenvolvimento

A estrutura de desenvolvimento da RCU se orienta pelo princípio de que AlUla deve ser desenvolvida como um museu vivo, no qual preservação do patrimônio, desenvolvimento comunitário e turismo coexistam de forma sustentável e se reforcem mutuamente. Essa abordagem diferencia o projeto de AlUla dos modelos convencionais de desenvolvimento turístico que priorizam a infraestrutura para visitantes em detrimento da integridade do patrimônio e do bem-estar das comunidades.

O plano diretor de AlUla, elaborado em parceria com a Agência Francesa para o Desenvolvimento de AlUla (AFALULA) no âmbito de um acordo bilateral entre a Arábia Saudita e a França, prevê um destino de turismo cultural de padrão internacional. A proposta é receber visitantes sem comprometer os sítios arqueológicos, as paisagens naturais nem as comunidades locais que dão à região seu caráter singular.

A estrutura prevê distritos culturais em torno dos principais sítios arqueológicos, cada um com infraestrutura para visitantes, espaços de interpretação e planos de gestão da conservação. Trilhas patrimoniais e percursos na natureza conectam esses distritos e criam uma experiência imersiva, que incentiva os visitantes a explorar os atrativos da região ao longo de vários dias, em vez de fazer uma visita apressada de um único dia.

Infraestrutura turística

A RCU supervisionou o desenvolvimento de infraestrutura turística que inclui resorts de luxo, hospedagens boutique, centros de visitantes e instalações de transporte. O primeiro aeroporto internacional da região, com ligações diretas às principais cidades sauditas e a alguns destinos internacionais, foi desenvolvido para melhorar o acesso.

A estratégia de hospedagem privilegia empreendimentos de baixa densidade e sensíveis ao meio ambiente, que se integrem à paisagem em vez de dominá-la. Marcas de hotelaria de luxo foram atraídas para a região, com propriedades concebidas para se harmonizar com o ambiente natural e cultural. Opções de glamping e pousadas ecológicas complementam a oferta, em linha com a ênfase regional em turismo de natureza e patrimônio.

O desenho da experiência do visitante é central à abordagem da RCU. A programação cultural — com festivais de arte, visitas arqueológicas, observação de estrelas, caminhadas na natureza e eventos gastronômicos — amplia a experiência para além da contemplação passiva dos sítios patrimoniais. O Festival Tantora e o Festival de Artes de AlUla atraíram atenção internacional e demonstraram a capacidade da região de receber eventos culturais de padrão mundial.

Conservação e sustentabilidade

A conservação ambiental é um princípio fundamental do desenvolvimento de AlUla. A RCU criou a Reserva Natural de Sharaan, que abrange uma parcela significativa da região e se dedica à proteção e à recuperação do ecossistema árabe. Programas de reintrodução da fauna devolveram espécies nativas — entre elas o leopardo-árabe — a habitats dos quais haviam desaparecido localmente.

O programa para o leopardo-árabe tem particular importância. A espécie, criticamente ameaçada de extinção, é uma prioridade de conservação para a RCU. A criação de um centro de reprodução e de um habitat protegido em AlUla representa um dos mais ambiciosos programas de recuperação de espécies ameaçadas no Oriente Médio.

A conservação da água, a adoção de energias renováveis e a gestão sustentável de resíduos integram a estrutura de desenvolvimento. A RCU se comprometeu a garantir que o desenvolvimento de AlUla não comprometa a integridade ambiental das paisagens, dos recursos hídricos nem da biodiversidade da região.

Desenvolvimento comunitário

A RCU reconhece que o desenvolvimento sustentável de AlUla depende do envolvimento das comunidades locais e de benefícios para elas. Os programas de desenvolvimento comunitário abrangem melhorias habitacionais, oportunidades educacionais, acesso à saúde, criação de empregos e preservação de conhecimentos e habilidades tradicionais.

Programas de capacitação preparam os moradores de AlUla para trabalhar com turismo, hotelaria, gestão do patrimônio e conservação, de modo que os benefícios econômicos do desenvolvimento cheguem à população local. Ações culturais documentam e valorizam tradições, artesanato e práticas agrícolas da região, incorporando o patrimônio comunitário à experiência oferecida aos visitantes.

Parcerias internacionais

O desenvolvimento de AlUla conta com uma ampla rede de parcerias internacionais. O acordo firmado com a França em 2018 prevê cooperação em arqueologia, desenvolvimento de museus, turismo, programação cultural e conservação. Instituições francesas, entre elas o Louvre, o Institut du Monde Arabe e o INRAP (Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas), contribuíram com conhecimento especializado para a gestão do patrimônio e a programação cultural de AlUla.

Parcerias adicionais com universidades internacionais, organizações de conservação e instituições culturais oferecem conhecimento técnico, capacidade de pesquisa e redes globais que ampliam a qualidade e a credibilidade do projeto.

Perspectivas

A Comissão Real de AlUla estabeleceu um modelo de desenvolvimento que busca equilibrar a preservação do patrimônio e o desenvolvimento econômico, criando referências para o turismo cultural mundial. Os extraordinários bens arqueológicos da região, sua paisagem natural marcante e a qualidade da estrutura de desenvolvimento posicionam AlUla entre os destinos turísticos emergentes mais promissores do mundo.

Os desafios incluem ampliar as operações turísticas sem comprometer a integridade do patrimônio, construir capacidade suficiente de hospedagem e transporte para atender à demanda projetada, formar uma força de trabalho local qualificada e garantir uma distribuição equitativa dos benefícios econômicos do turismo na comunidade. O histórico da RCU desde 2017 e o nível internacional de suas parcerias dão motivos para confiar que esses desafios serão enfrentados à medida que AlUla se transforma de um tesouro pouco conhecido em um destino patrimonial reconhecido mundialmente.