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Participação do PIB não petrolífero: 55% PIB real de 2025 |Desemprego entre sauditas: 7,2% 4º trimestre de 2025 |Ativos sob gestão do PIF: ~US$ 0,91 trilhão Dados preliminares de 2025 |IED em relação ao PIB: 2,8% Dados mais recentes de 2025 |Participação feminina na força de trabalho: 33,9% Dados mais recentes de 2025 |Classificação de crédito: Aa3/A+/A+ Moody's/Fitch/S&P |Crescimento do PIB: 4,5% Resultado efetivo de 2025 |Peregrinos da Umrah: Mais de 18 milhões Peregrinos estrangeiros em 2025 |Participação do PIB não petrolífero: 55% PIB real de 2025 |Desemprego entre sauditas: 7,2% 4º trimestre de 2025 |Ativos sob gestão do PIF: ~US$ 0,91 trilhão Dados preliminares de 2025 |IED em relação ao PIB: 2,8% Dados mais recentes de 2025 |Participação feminina na força de trabalho: 33,9% Dados mais recentes de 2025 |Classificação de crédito: Aa3/A+/A+ Moody's/Fitch/S&P |Crescimento do PIB: 4,5% Resultado efetivo de 2025 |Peregrinos da Umrah: Mais de 18 milhões Peregrinos estrangeiros em 2025 |

Alerta de lacuna: meta de receitas governamentais não petrolíferas

Acompanhe as receitas sauditas não petrolíferas, de SAR 163 bilhões rumo à meta de SAR 1 trilhão da Visão 2030.

Indicador-chave da lacuna nas receitas não petrolíferas sauditas

O indicador-chave da lacuna nas receitas não petrolíferas sauditas mede se as receitas governamentais provenientes de atividades fora dos hidrocarbonetos podem crescer da base de SAR 163 bilhões até a meta de SAR 1 trilhão da Visão 2030. A estimativa atual, próxima de SAR 450 bilhões, deixa uma lacuna expressiva e torna a execução fiscal um desafio de alto risco.

IndicadorValor
Valor atual~SAR 450 bilhões (estimativa para 2025)
Meta para 2030SAR 1 trilhão
Lacuna~SAR 550 bilhões
Ritmo anual necessário~SAR 138 bilhões por ano
Anos restantes4
Nível de riscoAlto

Análise

A diversificação fiscal está no centro da tese de sustentabilidade da Visão 2030. A meta de SAR 1 trilhão em receitas governamentais não petrolíferas anuais, ante uma base de SAR 163 bilhões, exige um aumento de seis vezes e representa a transformação do modelo de receitas do Estado, hoje dependente de hidrocarbonetos, em uma base fiscal diversificada. Em 2025, as receitas não petrolíferas chegaram a uma estimativa de SAR 450 bilhões, impulsionadas principalmente pelo IVA (elevado de 5% para 15% em 2020), por cobranças sobre expatriados, taxas de serviços governamentais, rendimentos de investimentos e impostos seletivos.

O crescimento de SAR 163 bilhões para SAR 450 bilhões demonstra que a estrutura de diversificação das receitas está funcionando e ganhando escala. Somente o IVA gera aproximadamente SAR 140–160 bilhões por ano, enquanto as cobranças sobre expatriados contribuem com outros SAR 40–50 bilhões. Os retornos de investimentos do PIF e de outras entidades soberanas, os dividendos de empresas estatais e as receitas ligadas ao turismo completam a base atual. Ainda assim, a lacuna restante, de SAR 550 bilhões, exige mais do que o crescimento incremental das fontes existentes: requer novas categorias de receitas ou uma expansão fundamental das atuais.

Chegar a SAR 1 trilhão requer crescimento das receitas não petrolíferas de aproximadamente 22% ao ano, possível somente com uma combinação de expansão da base tributária pelo crescimento econômico, criação de novos instrumentos de receita e aumento significativo dos retornos de investimentos. A matemática indica que, sem uma nova fonte transformadora de receitas — como imposto de renda corporativo, ampliação da base do IVA ou distribuições de dividendos muito maiores do PIF —, a meta será extremamente difícil de alcançar.

Fatores de mitigação

Há vários canais de expansão das receitas em desenvolvimento. À medida que o turismo cresce e atrai mais visitantes, o setor gera receitas tributárias por meio de cobranças sobre hospedagem, impostos sobre entretenimento e tarifas aeroportuárias. A meta de destinar 6% dos gastos das famílias ao entretenimento cria uma base de consumo tributável que não existia antes de 2017. Os royalties da mineração, à medida que o Reino desenvolve seu patrimônio mineral estimado em US$ 1,3 trilhão, podem gerar receitas relevantes até 2030, sobretudo com fosfato, ouro e metais básicos.

O crescimento dos ativos sob gestão do PIF e sua transição para ativos geradores de rendimento podem elevar significativamente as distribuições de receitas de investimento ao governo. Se o PIF obtiver retorno anual de 5% em uma carteira próxima de US$ 1,5 trilhão, o rendimento anual ultrapassaria SAR 250 bilhões, uma fonte substancial de receitas não petrolíferas. Isso, porém, depende do desempenho da carteira e da política de distribuição.

As receitas de privatizações, embora pontuais e não recorrentes, geram picos que elevam os totais anuais não petrolíferos. A privatização parcial de ativos de água, saúde e educação poderia alcançar valores de transação significativos. O uso crescente de parcerias público-privadas pelo governo para infraestrutura também gera taxas de concessão e acordos de participação nas receitas.

Avaliação de risco

O risco é classificado como alto. A diferença entre as receitas não petrolíferas atuais e a meta de SAR 1 trilhão é a segunda maior lacuna absoluta no quadro da Visão 2030, atrás apenas da meta de ativos sob gestão do PIF. Alcançá-la requer a introdução de instrumentos tributários novos e significativos, que envolvem sensibilidades políticas e econômicas, ou uma expansão extraordinária dos retornos de investimentos, sujeita às condições de mercado e ao desempenho do PIF.

A projeção central situa as receitas não petrolíferas entre SAR 550 bilhões e SAR 700 bilhões até 2030. Isso representaria um avanço transformador em relação à base de SAR 163 bilhões, mas ficaria aquém da ambição de SAR 1 trilhão. A disposição do governo para introduzir imposto de renda corporativo ou ampliar a base do IVA será uma variável decisiva nos anos finais.