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O PIF teve lucro de SAR 65 bilhões em 2025. O resultado abrangente foi uma perda de SAR 45 bilhões

As contas do PIF em 2025 mostram alta da receita e do lucro, mas também perda de SAR 110 bilhões em outros resultados abrangentes, mais empréstimos e ativos sob gestão abaixo da meta publicada para 2025.

Donovan Vanderbilt · · 16 min de leitura
Análises
Inteligência editorial independente

Última verificação: 1º de setembro de 2026.

O Fundo de Investimento Público (Public Investment Fund, PIF) da Arábia Saudita apresentou um resultado forte na demonstração de resultados de 2025: a receita consolidada cresceu 9%, para aproximadamente SAR 450 bilhões, e o lucro mais que dobrou, chegando a SAR 65,2 bilhões. A entrada de caixa operacional subiu para SAR 75,5 bilhões. Os ativos sob gestão eram de aproximadamente SAR 3,4 trilhões, enquanto o fundo afirmou que seu portfólio contribuiu com 11% do PIB não petrolífero saudita no ano. [S1] [S2]

As mesmas contas auditadas contêm o contraponto. Outros resultados abrangentes somaram uma perda de SAR 110,2 bilhões, transformando o lucro de SAR 65,2 bilhões em uma perda total de SAR 45,0 bilhões no resultado abrangente. O patrimônio líquido consolidado caiu SAR 54,2 bilhões, para SAR 2,629 trilhões. Empréstimos e financiamentos subiram 27%, para SAR 725,3 bilhões. E o valor divulgado para ativos sob gestão, cerca de SAR 3,4 trilhões, ficou abaixo da meta publicada pelo PIF para 2021–25, de mais de SAR 4 trilhões. [S2] [S4]

Essas afirmações não são contraditórias. Descrevem camadas diferentes de um grupo consolidado complexo. Receita não é retorno de investimento. Lucro não é resultado abrangente total. Ativos sob gestão não são ativos consolidados. E contribuição econômica acumulada não equivale ao caixa distribuível do fundo.

A leitura correta não é que o PIF teve um ano uniformemente triunfante nem que a perda abrangente anulou seu avanço operacional. O fundo ampliou a atividade de seu portfólio controlado, gerou mais lucro e caixa, absorveu uma grande variação negativa fora do resultado do exercício e encerrou sua estratégia de cinco anos com um balanço misto de metas.

Indicador consolidado do PIF20252024Variação
ReceitaSAR 449,9 biSAR 413,4 bi+8,8%
Lucro do exercícioSAR 65,2 biSAR 25,8 bi+152,5%
Lucro atribuível ao proprietário do PIFSAR 46,4 bi——
Perda em outros resultados abrangentesSAR (110,2) bi——
Perda no resultado abrangente totalSAR (45,0) bi——
Ativos totaisSAR 4,541 triSAR 4,321 tri+5,1%
Patrimônio líquido totalSAR 2,629 triSAR 2,683 tri−2,0%
Empréstimos e financiamentosSAR 725,3 biSAR 570,4 bi+27,1%
Caixa líquido das atividades operacionaisSAR 75,5 biSAR 50,4 bi+49,7%

Valores arredondados a partir das demonstrações financeiras consolidadas auditadas do PIF. Os travessões indicam que a comparação não é necessária para a análise, e não que o valor do ano anterior esteja indisponível. [S2]

Receita é o faturamento de um grupo consolidado, não o retorno de investimento do fundo

O número principal de SAR 450 bilhões em receita é fácil de interpretar mal. O PIF consolida empresas que controla em telecomunicações, serviços financeiros, serviços públicos, imóveis, transporte, entretenimento e outros setores. A receita obtida com clientes aparece na demonstração de resultados do grupo.

Só as telecomunicações geraram SAR 76,8 bilhões de receita em 2025, cerca de 17% do total. Esse é o faturamento operacional de uma empresa do portfólio. Não equivale a um retorno de 17% para o PIF, e os SAR 450 bilhões integrais não estão disponíveis em caixa para o acionista realocar. As empresas do portfólio têm seus próprios empregados, fornecedores, custos operacionais, programas de investimento, dívidas e investidores minoritários. [S2]

Essa distinção muda a forma de avaliar o aumento de 9%. Uma receita consolidada crescente pode indicar escala e atividade comercial dentro do portfólio. Por si só, não revela se a alocação de capital do próprio PIF superou um parâmetro de referência. Para isso, investidores precisam de medidas de retorno, distribuições de caixa, variações no valor do portfólio e risco.

O PIF informou retorno anualizado total para o acionista de 5,8% desde 2017. Essa é uma medida de desempenho plurianual, não o retorno obtido somente em 2025. Não deve ser apresentada como resultado de um único ano. [S1]

O lucro cresceu com força, mas o resultado abrangente para o acionista foi negativo

O lucro consolidado do PIF aumentou de SAR 25,8 bilhões para SAR 65,2 bilhões. Do total de 2025, SAR 46,4 bilhões foram atribuíveis ao proprietário do fundo e SAR 18,8 bilhões a participações que não conferem controle. Essa distribuição importa: o grupo consolidado inclui empresas que não pertencem integralmente ao PIF, portanto nem todo o lucro do grupo pertence economicamente ao fundo. [S2]

O lucro é apenas uma das vias que afetam o patrimônio líquido. As Normas Internacionais de Relatório Financeiro classificam determinadas variações de valor de mercado, efeitos cambiais, mudanças de hedge e parcelas de variações em investidas em outros resultados abrangentes, em vez da demonstração de resultados. O PIF registrou SAR 110,2 bilhões de perda em outros resultados abrangentes em 2025. Somada ao lucro, essa perda resultou em perda de SAR 45,0 bilhões no resultado abrangente total.

O valor atribuível ao proprietário foi ainda mais negativo: perda de SAR 64,7 bilhões no resultado abrangente total. Participações que não conferem controle registraram resultado abrangente positivo de SAR 19,7 bilhões, compensando parcialmente o resultado do proprietário no nível do grupo. [S2]

Isso não significa que SAR 110 bilhões tenham saído da conta bancária do PIF. Outros resultados abrangentes são, em grande parte, uma ponte contábil para mudanças de valor e outros itens específicos reconhecidos fora do lucro. Algumas variações podem se reverter; outras podem ser realizadas mais tarde; algumas refletem investimentos mantidos por razões estratégicas, e não para venda no curto prazo. Ainda assim, não são uma nota de rodapé que possa ser excluída da análise de desempenho. Registram uma queda no valor reconhecido dentro do perímetro de reporte.

A hierarquia é a seguinte:

  • Receita de SAR 449,9 bilhões: receitas operacionais e outras receitas do grupo dentro do perímetro consolidado;
  • Lucro de SAR 65,2 bilhões: resultado após despesas reconhecidas e ganhos que passam pelo lucro ou prejuízo;
  • Resultado abrangente total de SAR (45,0) bilhões: lucro mais itens reconhecidos em outros resultados abrangentes; e
  • Patrimônio líquido de SAR 2,629 trilhões: participação residual reconhecida depois dos passivos no fim do ano.

Cada valor responde a uma pergunta diferente. Selecionar apenas o maior número positivo produz publicidade, não análise financeira.

O patrimônio líquido caiu mesmo com o crescimento dos ativos

Os ativos consolidados do PIF aumentaram aproximadamente SAR 220 bilhões, chegando a SAR 4,541 trilhões. O patrimônio líquido caiu SAR 54,2 bilhões, para SAR 2,629 trilhões. Portanto, a expansão do balanço foi financiada por passivos e outras variações, e não apenas por ganhos abrangentes retidos. [S2] [S5]

A demonstração das mutações do patrimônio líquido mostra vários componentes. O proprietário aportou SAR 54,2 bilhões durante o ano. Transações com o proprietário reduziram o patrimônio líquido em SAR 56,5 bilhões. Dividendos a participações que não conferem controle o reduziram em SAR 17,0 bilhões. A perda abrangente foi a maior contribuição negativa para a variação.

É justamente por isso que não se pode inferir a relação fiscal do fundo com o Estado apenas pelo lucro. Aportes de capital, transferências de ativos, transações com o proprietário, dividendos e variações de avaliação afetam o balanço por vias distintas.

O PIF também informou SAR 1,944 trilhão em ativos mensurados pelo valor justo de forma recorrente. Aproximadamente SAR 500,9 bilhões estavam no Nível 3, no qual as avaliações dependem materialmente de dados não observáveis, em vez de preços cotados em mercados. Nível 3 não significa falta de confiabilidade; ativos privados e projetos singulares muitas vezes exigem modelos. Significa, sim, que governança de avaliação, premissas e sensibilidade são centrais para a qualidade do balanço. [S2]

O auditor identificou a classificação e a avaliação de investimentos diretos como questão-chave de auditoria. O PIF tinha 225 investimentos diretos no fim do ano. A escala e a diversidade do portfólio exigem julgamentos sobre controle, influência significativa, consolidação e valor justo — julgamentos que podem mudar materialmente a forma como o desempenho aparece.

Os empréstimos cresceram mais rápido que os ativos

Empréstimos e financiamentos subiram de SAR 570,4 bilhões para SAR 725,3 bilhões, aumento de SAR 154,8 bilhões ou 27,1%. Cerca de SAR 392,3 bilhões estavam relacionados às operações bancárias e SAR 333,0 bilhões às operações não bancárias. Os depósitos de clientes somavam SAR 734,4 bilhões, ante SAR 646,0 bilhões, refletindo a consolidação de instituições financeiras. [S2]

Esse ponto sobre o perímetro evita dois erros opostos. Seria incorreto tratar os SAR 725,3 bilhões integrais como dívida contraída diretamente pela controladora do fundo soberano para megaprojetos. Também seria incorreto descartar o valor porque parte dele está em subsidiárias bancárias reguladas. A alavancagem consolidada continua sendo uma obrigação dentro do grupo e influencia o risco, a despesa de juros e a resiliência de capital.

As despesas financeiras foram de SAR 18,7 bilhões em 2025. As contas não justificam um veredito único sobre sustentabilidade da dívida a partir do valor bruto dos empréstimos. Uma avaliação adequada exige prazos de vencimento, moedas, taxas fixas e flutuantes, garantias e recurso por projeto, regras de capital das subsidiárias, liquidez e geração de caixa dos ativos financiados.

A conclusão possível é mais restrita: os empréstimos cresceram muito mais rápido que os ativos consolidados, elevando a importância da disciplina de financiamento e do fluxo de caixa dos projetos.

A geração de caixa se fortaleceu, mas as necessidades de investimento continuam maiores

O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais subiu para SAR 75,5 bilhões, ante SAR 50,4 bilhões. É um sinal construtivo porque leva a análise além das variações de avaliação sem efeito de caixa. O caixa operacional amplia a capacidade do grupo de cumprir obrigações e financiar atividades internamente. [S2]

Isso não é o mesmo que fluxo de caixa livre. O grupo tem subsidiárias intensivas em capital e empresas de desenvolvimento. Imóveis, instalações e equipamentos chegaram a SAR 429,6 bilhões, e as empresas do portfólio continuam precisando de capital para construção e aquisições. O fluxo de caixa livre teria de considerar esses investimentos, desinvestimentos, financiamentos e distribuições.

O investimento nacional acumulado declarado pelo PIF foi de SAR 750 bilhões entre 2021 e 2025. Seu comunicado também situou em SAR 1,286 trilhão a contribuição acumulada ao PIB real não petrolífero no período. São medidas de impacto, não rubricas que se conciliem diretamente com o fluxo de caixa da controladora. [S1]

Ativos sob gestão e ativos consolidados são números diferentes por definição

O PIF informou ativos sob gestão de aproximadamente SAR 3,4 trilhões, enquanto os ativos consolidados eram SAR 4,541 trilhões. A diferença de SAR 1,1 trilhão não prova que um dos valores seja falso.

Os ativos consolidados seguem regras contábeis de controle: o grupo reconhece 100% dos ativos de uma subsidiária controlada e reconhece separadamente os passivos e as participações que não conferem controle. Ativos sob gestão são uma medida gerencial dos ativos administrados pelo fundo, calculada segundo a metodologia do PIF. Podem incluir participações em base atribuível e excluir passivos ou valores consolidados que estejam dentro de empresas operacionais controladas.

As duas métricas devem ser reconciliadas conceitualmente, e não subtraídas como se descrevessem o mesmo perímetro. O relatório anual do PIF é o lugar apropriado para explicar a metodologia de ativos sob gestão; as demonstrações financeiras auditadas mostram o perímetro IFRS.

A questão mais incisiva é a meta de cinco anos. Quando lançou sua estratégia 2021–25, o PIF estabeleceu o objetivo de elevar os ativos sob gestão para mais de SAR 4 trilhões até o fim de 2025. O resultado divulgado, de aproximadamente SAR 3,4 trilhões, ficou cerca de SAR 600 bilhões, ou 15%, abaixo de SAR 4 trilhões — e ainda mais distante do limite indicado por “mais de”. Pela medida principal publicada, a meta não foi atingida. [S4]

Essa meta não cumprida merece ser informada sem dramatização. O PIF ainda elevou substancialmente os ativos sob gestão em relação à base de aproximadamente SAR 2 trilhões citada no início da estratégia. Uma meta pode não ser alcançada enquanto a escala subjacente cresce de forma expressiva.

O balanço de 2021–25 é misto, não binário

A estratégia quinquenal do PIF estabeleceu várias metas mensuráveis. Os resultados públicos de 2025 permitem uma conclusão clara sobre algumas e apenas parcial sobre outras.

Objetivo para 2021–25Meta publicadaResultado divulgadoAvaliação
Ativos sob gestãoMais de SAR 4 triCerca de SAR 3,4 triNão atingida pela medida principal
Contribuição acumulada ao PIB não petrolíferoSAR 1,2 triSAR 1,286 triSuperada em SAR 86 bi, ou 7,2%
Investimento nacionalPelo menos SAR 150 bi por anoSAR 750 bi acumulados em cinco anosTotal acumulado equivale a cinco vezes o piso anual; o total acumulado, isoladamente, não comprova o cumprimento em cada ano
Emprego1,8 milhão de empregos diretos e indiretosO comunicado de resultados de agosto não traz valor final reconciliadoANÁLISE PENDENTE — a avaliação final da meta exige a medida de empregos informada e sua metodologia
Conteúdo local60% no PIF e nas empresas do portfólioO comunicado de resultados de agosto não traz valor final reconciliadoANÁLISE PENDENTE — a avaliação final da meta exige o resultado definido pela estratégia
Investimento não governamental mobilizadoSAR 1,2 tri acumuladosO comunicado de resultados de agosto não traz valor final reconciliadoANÁLISE PENDENTE — a avaliação final da meta exige uma divulgação comparável

As pendências são deliberadas. Não afirmam que as metas foram descumpridas. Evitam uma conclusão quando o comunicado principal de agosto não apresenta uma ponte entre meta e resultado e quando definições diferentes poderiam produzir uma comparação falsa. O relatório anual deve ser a fonte determinante para qualquer atualização posterior.

A contribuição econômica precisa de uma ponte metodológica

A afirmação do PIF de que seu portfólio contribuiu com 11% do PIB não petrolífero saudita em 2025 é um dos números mais importantes do relatório. Também é de natureza diferente da receita ou do lucro auditados. Uma análise de impacto econômico pode incluir o valor agregado gerado diretamente nas empresas do portfólio, a atividade em suas cadeias de fornecimento e o consumo sustentado pelo emprego associado. O limite exato determina o significado de “11%”.

Os valores acumulados ilustram por que as definições importam. O PIF informa investimento nacional de SAR 750 bilhões e contribuição acumulada de SAR 1,286 trilhão ao PIB real não petrolífero entre 2021 e 2025. A contribuição equivale a cerca de 1,71 vez o investimento. Essa relação não é inerentemente implausível: o capital pode sustentar fluxos repetidos de produção, atividade de fornecedores e demanda induzida. Não é um múltiplo de retorno financeiro e não deve ser descrita como SAR 1,286 trilhão “ganhos” pelo PIF.

Uma divulgação reproduzível identificaria o modelo de insumo-produto, a base de preços, as categorias direta/indireta/induzida, o tratamento de importações e deslocamento, o horizonte temporal, a regra de atribuição e as salvaguardas contra dupla contagem entre empresas do portfólio. Também reconciliaria a contribuição acumulada informada com a parcela de 2025 no PIB não petrolífero e indicaria qualquer asseguração independente.

Até que essa ponte seja apresentada junto ao dado principal, o valor deve ser tratado como estimativa gerencial de impacto econômico, não como identidade auditada das contas nacionais. Essa classificação não o invalida. Informa aos leitores que tipo de evidência estão usando e o que seria necessário para reproduzi-la. [S1] [S3]

O melhor argumento a favor do desempenho do PIF em 2025

O melhor argumento começa pela abrangência. Receita, lucro, caixa operacional e ativos totais cresceram. A contribuição acumulada ao PIB real não petrolífero superou a meta de cinco anos. O PIF afirma que atividades de seu portfólio responderam por 11% do PIB não petrolífero saudita em 2025, e o investimento nacional acumulado chegou a SAR 750 bilhões. [S1]

O grupo também está desenvolvendo capacidade institucional, em vez de atuar apenas como alocador de capital. O PIF informou 100 aplicações tecnológicas e 43 soluções de inteligência artificial em suas operações. Um portfólio que abrange infraestrutura, telecomunicações, finanças, mobilidade, entretenimento e novas indústrias pode gerar benefícios de coordenação e estabelecer mercados domésticos que investidores privados individuais teriam dificuldade para criar sozinhos.

O retorno anualizado de 5,8% para o acionista desde 2017 indica criação de valor positiva no longo prazo segundo a medida do PIF, apesar da pressão sobre avaliações visível no resultado abrangente de 2025.

O contraponto: a escala pode ocultar a eficiência de capital

O contraponto é que o crescimento rápido do balanço não representa sucesso por si só. A receita consolidada pode aumentar porque empresas controladas ficam maiores, enquanto o retorno ajustado ao risco para o acionista continua modesto. Os ativos sob gestão podem crescer por aportes e transferências, além do desempenho dos investimentos. Medidas acumuladas de impacto no PIB e no emprego dependem de modelos e não devem ser confundidas com lucro auditado.

As contas de 2025 reforçam essa objeção em três pontos. O resultado abrangente total atribuível ao proprietário foi negativo. Os empréstimos cresceram mais rápido que os ativos. E a meta de ativos sob gestão para 2025 não foi alcançada. A exposição do grupo a valores justos de Nível 3 torna particularmente importante a disciplina dos modelos.

Nenhum desses fatos demonstra destruição de capital durante todo o período estratégico. Em conjunto, elevam o padrão para a estratégia 2026–30: os próximos relatórios deveriam mostrar a ponte entre novo capital, movimentos de mercado, aquisições, desinvestimentos e retorno dos investimentos; reconciliar os ativos sob gestão com o perímetro contábil; e informar a execução dos projetos frente a orçamento e cronograma.

O duplo mandato do PIF torna essencial atribuir o desempenho

O PIF não é apenas mais um investidor. É um mecanismo central de transmissão entre o capital soberano e os setores destinados a diversificar a Arábia Saudita. Sua qualidade financeira, portanto, influencia o ritmo, o custo e a credibilidade da Visão 2030.

A pergunta relevante não é se o PIF consegue financiar mais um lançamento. É se os ativos concluídos e as empresas maduras geram produtividade, caixa e co-investimento privado suficientes para reduzir a dependência da expansão contínua do balanço soberano.

Quatro medidas deveriam dominar a próxima fase:

  1. conversão em caixa: geração de caixa operacional e fluxo de caixa livre em relação ao lucro contábil;
  2. eficiência de capital: retornos por portfólio e safra de investimento em relação ao risco e ao custo de capital;
  3. mobilização de capital privado: investimento privado financiado de forma independente gerado por cada rial de capital do PIF;
  4. execução: projetos concluídos segundo escopo, custo e cronograma e, depois, utilizados em níveis comercialmente plausíveis.

A nova estratégia 2026–30 do PIF pode melhorar a base de evidências com a publicação de uma ponte anual concisa para essas medidas e de uma reconciliação final dos objetivos da estratégia anterior.

O que mudaria esta avaliação

Esta leitura deveria ser atualizada se o PIF publicar um balanço final comparável com resultados de emprego, conteúdo local e investimento não governamental; uma ponte mais completa dos ativos sob gestão; ou dados de retorno e caixa por segmento. Grandes transferências, desinvestimentos ou recapitalizações após a data do balanço também afetariam a análise de risco.

Por ora, o registro auditado sustenta uma conclusão equilibrada. As empresas consolidadas do PIF geraram mais receita, lucro e caixa operacional em 2025. Ao mesmo tempo, o proprietário absorveu uma grande perda abrangente, a alavancagem se expandiu e a meta principal de ativos sob gestão não foi cumprida. Os dois lados pertencem a qualquer análise séria do ano do fundo.

Contexto relacionado à Visão 2030

Fontes

  1. [S1] Public Investment Fund, “PIF delivers strong revenue and profit growth in 2025,” 25 de agosto de 2026. https://www.pif.gov.sa/en/news-and-insights/press-releases/2026/pif-delivers-strong-revenue-and-profit-growth-in-2025/
  2. [S2] Public Investment Fund, demonstrações financeiras consolidadas auditadas referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. https://www.pif.gov.sa/-/media/project/pif-corporate/pif-corporate-site/our-financials/financial-statements/pdfs/consolidated-financial-statements-2025.pdf
  3. [S3] Public Investment Fund, Annual Report 2025. https://www.pif.gov.sa/-/media/project/pif-corporate/pif-corporate-site/annual-reports/reports/pif-annual-report-2025-english-hyperlinked.pdf?sc_lang=en
  4. [S4] Public Investment Fund, “PIF Strategy 2021–2025.” https://www.pif.gov.sa/-/media/project/pif-corporate/pif-corporate-site/strategy-and-impact/our-program/pdf/pif-strategy-2021-2025.pdf
  5. [S5] Argaam, “PIF’s assets rise 5% to SAR 4.54T in 2025,” 25 de agosto de 2026. https://tools.argaam.com/en/article/articledetail/id/1916575